terça-feira, 13 de outubro de 2009

9:30 da manhã.

eu queria poder acender um cigarro , jogar o edredon pro seu lado da cama , me encostar nos travesseiros , olhar pra você e sentir o vento bater no meu corpo melado de suor.
Eu queria que você estivesse me enchendo o saco por estar bebendo cerveja essa hora da manhã , enquanto eu torceria o nariz pra todas as palavras que você dissesse.
Sentir o cheiro de sexo , do nosso sexo , no ar.
Lembrar de cada detalhe das nossas noites inteiras , dos tapas , da delicia que é sentir seus jatos quentes dentro de mim , das nossas fodas maravilhosas.
Eu queria que nesse momento você estivesse me dizendo que o mim já acordou , jogasse minha cerveja longe e meu cigarro no chão.
Eu queria que você me prensasse na parede , me levantasse as pernas e que a gente fudesse , como dois loucos. AGORA.
- Ana , que paixão ein ? Faz tempo que estamos te chamando , é sua vez. Pega o taco aí.
Paixão. Amor. E eu estou mesmo apaixonada por esse homem tão libertino quanto eu , tão noturno quanto eu , tão sexual quanto eu. Tão meu.
Henry e June , e só.
Eu jogo , erro , queria você aqui pra que eu sentasse no seu colo , esperando minha vez novamente.
Sinto um abraço , imagino você , meus pés saem do chão , demoro um século pra abrir os olhos , decepção.
Minha vez de novo , que raiva.
A cerveja perde o gosto , meu cigarro eu jogo longe , e chego cada vez mais a conclusão que sendo amor ou não , você me faz entrar num frenesi completamente viciante.
E nada mais precisa fazer sentido.
Stand by me.

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