domingo, 30 de outubro de 2011

Mais do mesmo.

Eu sou aquela mulher que te liga num sábado às 4 da manhã sem você esperar.
Te pedindo companhia, porque a madrugada é pior quando não se tem alguém.
Você vai chegar na minha casa, e eu vou abrir uma vodca enquanto você se senta na minha cama e calmamente tira os sapatos.
Eu vou te contar da minha semana e você vai reclamar do meu sumiço.
Enquanto bebemos o clima vai fluir.
Você vai reclamar da festa em que estava e também da sua ex namorada.
Eu vou deixar a garrafa pra lá e vou sentar ao seu lado enquanto tranquilamente você tira da carteira e coloca em cima do espelho.
Eu faço um canudo e você ri por eu ser desajeitada.
Você levanta pra pegar a garrafa e eu vou no que você deixou no espelho.
Vou te olhar de longe, e vou te desejar cada vez mais.
Um raio, um gole e em menos de 5 minutos nós estamos conversando sobre seu cachorro, sobre a morte do papa e sobre os traumas da escola - nós já sabemos tudo isso, mas sempre comentamos sobre as mesmas coisas.
Você arruma meu cabelo. Eu te olho nos olhos.
Eu nunca quis me envolver, mas com você sempre é diferente.É mais do mesmo.
Você deita na minha cama, eu derrubo vodca na sua roupa. Você ri, eu tiro a sua camiseta.
A gente conversa sobre o mundo e quando nos damos conta, estamos de novo, deitados na cama, suados e rindo.
Não é amor. Não vai ser amor nunca. Eu apenas gosto da sua companhia e você gosta de transar comigo.
Não vai ser amor, eu não vou deixar ser.
Eu resolvo tomar um banho enquanto você arruma a bagunça que a gente fez.
Eu escuto a porta se fechando. Eu sei que você já foi embora, eu te ligo de novo.
Eu queria que você ficasse. Que você deixasse pelo menos uma vez eu adormecer em teus braços.
Você volta, pela primeira vez você volta.
Eu fico quase feliz, mas você não deixa.
''Não, menina, eu não posso ficar. Quem sabe outro dia?''
Um beijo na testa, um abraço e você indo embora - de novo.
E em uma noite especialmente boa, a magia flui sem precisar forçar.
Eu cuido de você, você cuida de mim.
Nós temos a nossa sintonia, enquanto o resto do mundo se explode lá fora.
Eu sinto seu cheiro, seu corpo.Eu sinto você por completo.
Enquanto lá fora continua chovendo, aqui dentro nós fazemos o calor acontecer.
Deitar no seu peito, ouvir tua respiração, adormecer assim..

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Menina mulher morena.

Tão doce, mas ninguém sabe do seu veneno.
Dependendo da dosagem, bálsamo também pode matar.
Quem vê o sorriso, não vê a maldade de que ela é capaz.
Cara de bebê, sorriso de criança.
Cama, tesão, suor.
Cadê aquela menina? Só vejo uma mulher.
Mulher veneno, que trai, que vinga, que mente, que se arrepende, que chora - quando acorda sozinha no domingo.
Morena. Tão lúcifer quato imaginou Paulão.
Tão anjo como não se vê.
Linha tênue.
Na rua, menina. Na cama, mulher.
Na mesa, só dama. Na cama, uma puta qualquer.
Se quer, te faz sorrir; se quer, te leva ao chão.
Nem tão doce como você imaginava.
Nem tão forte como ela queria ser.
Menina, mulher, morena.
Ve-ne-no-sa.

Segura aí pra mim.

Quanto mais eu olho pro mundo
mais eu quero voltar pro colo.
Eu tenho que segurar meu chão todo dia,
pra não começar a cair.
Eu preciso de um céu,
mas tenho que ser chão.
Me disseram que isso é ser adulto..
Se isso é verdade, I wanna be forever young.
Sinto mãos em minha cintura, mas elas não me protegem.
Vejo olhos mais perdidos que os meus.
Eu não sei a direção, mas não posso ficar parada.
Tento ser apoio, me cobro demais.
Me cobram demais.
Necessito de calma, necessito ser perfeita.
Como uma boneca: sempre sorrindo e com um ar angelical.
Não sei ser Amélia, e é isso que preciso ser.
Sempre fui apoio, mas agora não dá pra ser.
Oi, me dá um abraço? Segura meu mundo?

Nosso mundo

Te vejo dormindo, tão doce!
O que me vem à cabeça são flashes da noite que passou..
Eu sinto seu cheiro, vontade de você.
Te olhando assim tenho a certeza do meu mundo.
Mesmo diferente, mesmo difícil: Nosso mundo.