domingo, 30 de novembro de 2014

Na realidade não sei bem ao certo porquê eu estou escrevendo.
Tinha algo em mim que precisava 'sangrar'.
Tava lendo Gabito, ouvindo Spill Canvas e hoje é domingo..
Sabe como é.
Vem aquele vazio existencial, aquela vontade de sumir, de chorar, sei lá.
Meu tênis não seca, minha boca já secou faz tempo.
Sabe aquela dor que você não sabe ao certo como fazer, mas ela vem da sua barriga, pega seu coração e parece que quer sair pela boca?
Aí, a gente chora abraçada com um ursinho de pelúcia, às 2 da madrugada.
Dá um desespero isso.
Eu ainda não sei porquê ainda leio Gabito, Caio Fernando Abreu e todos esses outros.
Dói.
Todos eles falam de amor.
De perder amor.
Mas eu continuo achando que o pior amor que se pode perder é aquele que a gente vai ter que reencontrar em algum ponto: o amor próprio.
Dói se descobrir. Dói mudar. Dói tentar fazer diferente..
Tudo dói num domingo a noite.

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